Aposénior...e os Pastéis de Tentúgal

Hoje tivemos a nossa festa de encerramento das aulas...
Como sempre, a Directora, Drª. Leonor, proporcionou-nos um dia cheio de experiências, a que de outro modo, concerteza, não teríamos acesso.
Entre outras, a que mais me marcou, foi a visita a uma fábrica de Pastéis de Tentúgal...
Nós, que gostamos tanto de saborear aquelas delícias, não fazíamos ideia do trabalho que levam a fazer...
Como diz o senhor José Craveiro, etnólogo e contador de estórias local, é a única receita de pastelaria que não existe...não há pesos, nem medidas...só a experiência de quem os faz, desde o tempo das freiras do convento de Tentúgal, há mais de 400 anos...
A partir de hoje, prometo, vou saboreá-los com mais cuidado, agradecer ao Universo a sabedoria de quem os faz e acima de tudo...achar que são muito baratos, porque...por dinheiro nenhum eu me metia em tal empreitada...
Apenas uma pequena nota...
A massa,  feita apenas de farinha - finíssima - e água é estendida  à mão e no chão, em cima de alvos panos brancos.
Deve ficar tão fina, qual folha transparente de papel, através da qual se possa ler um livro!
Essas pequenas folhas de papel, são sobrepostas (eu pensava que era massa folhada, mas não é...eu vi!)  recheadas com um doce de açúcar, gema de ovo e água..o pastel enrolado e pincelado com um pouco de manteiga e utilizando para essa tarefa uma pena de galinha!
Que tal?

Aqui fica para a posteridade o testemunho do que digo atrás e para fundamentar a saudade nada melhor que a minha querida Balada de Coimbra, para ouvir em momentos muito especiais... 

publicado por Belisa Vaio às 18:38 link do post | comentar | favorito