Movimento Slow...ou...

Dias que Voam

Há dias, ao navegar neste mar imenso de informação e imagens, deparei com esta placa, que dá nome a uma qualquer rua do nosso país...
Geralmente as ruas de uma localidade, homenageiam personalidades que de algum modo foram importantes para a população local, ou fazem referência a qualquer acontecimento marcante ou até ao clube lá da terra...
Mas esta...ultrapassa tudo isto e foge dos canones vigentes...e dei comigo a pensar...porquê...o que justificará esta placa?
Concerteza, não é uma rua de idosos...para esses os dias não voam, pelo contrário, são, a maior parte das vezes, intermináveis...Eles já não têm pressa para nada, já não têm sonhos nem estímulos e os dias têm muito mais que 24 horas...
Será uma rua de gente nova?...Penso que sim...De facto...e eu falo com conhecimento de causa...quando ainda se tem o sangue na guelra, o tempo não chega para nada...
De casa para o trabalho, para a escola, para o spa ou para o ténis, para a reunião de pais ou para a de condomínio, para a aula de ballet da filhinha, ou para o desporto do rapazinho...que sei eu...
Além deste dia a dia normal, e dada a grande crise que estamos a atravessar, também há quem precise de trabalhar nas horas de repouso, para aumentar o salário e ajudar a pôr manteiga no pão nosso de cada dia!
E onde está o tempo para ler "aquele" livro há tanto tempo à nossa espera, ou aquele interregno para dar um passeio a pé e "descobrir" aquele recanto tão bonito, que fica mesmo debaixo dos nossos olhos e em que nunca reparámos?
Onde está o tempo do descanso para a brincadeiras com os filhos ou até para lhes dar aquela ajuda nos trabalhos da escola?
A passagem dos anos, a par da modernização óbvia, com todas as facilidades que nos traz, também nos tira muita qualidade de vida.
Queremos agarrar o mundo nas mãos, ir a todas...mas...os dias voam, passam tão de repente, que eu própria, quando andava pelos meus 50, me questionei várias vezes: Valerá a pena tanta corrida? Lembro-me de dizer tantas e tantas vezes que , para fazer tudo o que "precisava" o dia devia ter o dobro da horas...imagine-se...Seriam as melhores opções?
Hoje, felizmente e mais "madura" sou fã da tranquilidade...do vagar...do saborear...de viver as horas do dia, ocupando-as conscenciosamente, sabendo que o Tempo é um bem precioso, que não é para ser vivido a contra-relógio, mas Bem usufruído.
Por sincronicidade, a minha nova amiga brasileira Bete, também está em sintonia comigo...
Querem verificar?  Então leiam o seu Blog

http://intercambiando.blogs.sapo.pt/, nomeadamente "A cultura do slowdown ".

publicado por Belisa Vaio às 22:36 link do post | comentar | favorito