3 comentários:

Olá Belisa

No 11MAR75,

Tinha regressado de uma comissão militar em Angola haviam poucos dias e tinha sido colocado provisóriamente no RALIS, na Encarnação, à espera de me destinarem Unidade
Assisti ao bombardeamento, que apenas vez uma vitima mortal. (O soldado Luis).
Não fora a capacidade e frieza do Major Dinis de Almeida, no diálogo com os paraquedistas e certamente teriamos metidos em confrontos pela tomada do Quartel.. Seria o rastilho para uma guerra civil. Felizmente não tudo se recompôs.
Noentanto nesses dias que se seguiram houve muita desconfiança.
Cerca de uma semana depois fui destinado ao R.I.F. no Funchal, onde apenas os independistas, fervilhavam e aí ao aperceberem-se que éramos continentais, chamavam-nos Cubanos.
Mesmo assim a situação na madeira era mais estável que no continente.
Ao fim e ao cabo o 25NOV75, teve o mérito de pôr fim a um radicalismo, que quase nos leva a um confronto armado entre portugueses..
Foi o golpe final no Verão Quente que tanta polémica gerou.
Foram de facto tempos dificeis que não gosto de recordar.

Aceite os meus cumpriments
Bom fim de semana
J/severino
severino a 25 de Novembro de 2010 às 22:55
Voltei porque por distracção não foquei essa figura a que a Belisa dá relevo, o então Ten.Cor. Ramalho Eanes,(homem muito respeitado e firme no interior das FA), que como chefe do Estado Maior, proibiu os Militares, da prática partidária e politica nos Quartéis, foi uma trave mestra, na nossa caminhada para a democracia.
Manteve-se activo nas FA, até à sua eleição,como Presidente da República.
Curiosamente, poucas vezes lhe vejo reconhecido esse mérito.
Não se poderá esquecer também, o célebre documento dos nove, chefiado pelo então Major Melo Antunes,que o apoiaram.

Apenas mais este apontameno!.
severino a 25 de Novembro de 2010 às 23:18
Entendo perfeitamente o que sentistes, pois quando foi dado o golpe militar aqui no Brasil, eu era criança, e veio uma prima correndo contar do golpe, e que haveria revolução!...Fiquei aterrorizada, tinha, então, nove anos, e só consigo me lembrar, qual foi meu primeiro pensamento: Fazer um esconderijo para esconder meu pai, para que ele não fosse levado para lutar!...felizmente tudo correu menos belicoso que o esperado, houve depois muitas mortes, mas, não chegou ninguem a ir para o "front"!
Bete do Intercambiando a 28 de Novembro de 2010 às 01:20