Meu querido mês de Agosto...

 

 

Chega Agosto e...vai-se o sossego...que me perdoem os nossos emigrantes...

Eu explico...

Está-nos na massa do sangue...

Portugal sempre foi um País grande demais  para caber num espaço tão pequeno! Ele é o Atlântico em metade da fronteira e a Europa na outra metade!

Nos principios do século passado,  foram o Brasil e mais tarde as colónias de África,  as grandes miragens que prometeram àrvores de patacas!

Depois a partir dos anos 50, a Europa,  a começar pela França, foi o salto - e a Salto - para o sonho de uma vida melhor que um dia pudesse construir uma casa - estilo maison - na encosta da serra e virada para o Sol...sempre tão cinzento em terras europeias...

Hoje em dia, a crise generalizada do desemprego, mas também as facilidades trazidas pela abertura de fronteiras na Comunidade Europeia - a que também pertencemos -  leva muitas famílias a procurar trabalho na Europa e a regressar de férias ...no mês de Agosto...

E aí está !!! Acho que a nossa população duplica!

Ele são carros com matrículas que dizem tudo e que nos ultrapassam como que se a estrada fugisse...

A mistura de línguas entre pais e filhos e os avós, de cá, espantados por não entenderem de que falam os seus...

Repartições apinhadas de papéis, com compras de casas pelo meio e advogados e dentistas sem tempo para acudir a tanta gente...

Carrinhos, no supermercado a abarrotar de compras...

Festas e romarias em TODAS as aldeias...em que até os Santos colaboram com boa vontade...ou não se alterassem as respectivas datas festivas, para que todos se Festejem no Mês de Agosto!!!

Arraiais até às tantas, com conjuntos populares e músicas que falam sempre do regresso à santa térrinha...

Igrejas com sonoros repicar de sinos,  testemunhando casamentos e baptizados, que só na terra natal é que são p'ra valer...

Praias e corpos morenos que se desforram neste mês... e querem levar de volta um pouco so Sol português...

 

Enfim...para quem aqui vive o ano inteiro,  perde-se  a tranquilidade no mês de Agosto, mas Portugal também não seria o mesmo sem o regresso dos nossos emigrantes.

Que voltem muitos, alegres, felizes...porque também nós rejubilamos com a vossa felicidade!

 

sinto-me:
publicado por Belisa Vaio às 09:18 link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito